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NO DIA SEGUINTE À QUEBRA DO CONTEÚDO LOCAL, O IBGE ANUNCIA NÚMERO RECORDE DE DESEMPREGADOS NO BRASIL

No dia seguinte ao governo determinar a quebra do conteúdo nacional, se submetendo à pressão da Petrobrás e do IBP, representando algumas petroleiras internacionais que levarão para o exterior as obras que proporcionarão a exploração do petróleo nas costas do Brasil, o IBGE divulgava números estarrecedores sobre o desemprego no país. Os dados são de uma pesquisa de 2016 e mostram uma realidade ainda pior do que o rascunho que era conhecido. No final do ano passado, faltava trabalho para 24,3 milhões de brasileiros. É o indicador mais extenso do desemprego em nosso país.  A taxa de subutilização da força de trabalho foi a 22,2% no quarto trimestre, bem acima dos 14,9% do mesmo período de 2014. Leia mais

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GOVERNO REPETE DISCURSO DE OITO PETROLEIRAS, MAS IGNORA 200 MIL EMPRESAS E MILHÕES DE TRABALHADORESvv

“Primeiro a gente decide, depois faz a reunião”. A frase de Magalhães Pinto casa muito bem com a realidade brasileira e o rumo que está tomando a política de conteúdo local, quebrada ao meio pelos poucos ministérios que assinaram embaixo dos pedidos de apenas oito petroleiras – sete delas estrangeiras. No discurso do Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (foto), em vídeo divulgado pelo Palácio do Planalto, ele tenta convencer seus espectadores de que essa é a decisão esperada pelos empresários e pelo povo, afirmando que vai gerar renda, empregos e investimentos no País. Ou o ministro é inocente ou não está preocupado se o que diz tem fundamentos reais, já que a indústria brasileira se reuniu em peso – vide o Movimento Produz Brasil – para criticar a decisão do governo e cobrar mais espaço para as empresas e os trabalhadores nacionais. Leia mais

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JUSTIÇA SUSPENDE LICITAÇÃO DA PETROBRÁS QUE IGNOROU CONTEÚDO LOCAL

As decisões da Petrobrás contra o conteúdo local estão se amontoando cada vez mais na justiça, como já era previsto, e a estatal vai precisar rever suas atitudes para não se encrencar ainda mais. No caso da licitação dos sistemas de ancoragem para plataformas do pré-sal, em que a Petrobrás tinha decidido passar por cima do conteúdo local e mandar os trabalhos para a China, a situação teve o mesmo destino. O juiz da 51ª Vara Cível do Rio de Janeiro, Alessandro Oliveira Felix, determinou em caráter liminar a suspensão da licitação. Ainda cabe recurso. Leia mais

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EMPRESAS INTERNACIONAIS QUE INVESTIRAM NO BRASIL TEMEM MUDANÇAS NA LEGISLAÇÃO DE CONTEÚDO LOCAL

O governo acusou o golpe e decidiu adiar a decisão sobre a revisão da política de conteúdo local para esta semana. A nova e decisiva reunião que o Planalto fará para tratar do tema está cercada de expectativas. De um lado, a Petrobrás e outras grandes petroleiras torcem pela flexibilização das regras. Mas, do outro lado, estão várias empresas fornecedoras, que hoje estão passando por tempos difíceis e que verão o cenário piorar ainda mais caso as exigências de conteúdo local sejam abolidas. A empresa Suretank, de origem irlandesa, é um exemplo: investiu mais de 10 milhões de euros em uma unidade própria na cidade de Caxias do Sul (RS), destinada a atender a América Latina. Fez a aposta no Brasil, tendo em vista as exigências de conteúdo local. “Várias empresas internacionais que acreditaram nesse movimento de conteúdo local, vieram para o Brasil, abriram filiais, contrataram e geraram empregos. Hoje, todas essas companhias estão muito reduzidas. A repercussão de não respeitarmos o conteúdo local é dar manutenção a esse desmonte”, declarou o CEO da empresa, Marco Pfeifer. O executivo também contesta os argumentos que afirmam que as fornecedoras brasileiras não conseguem cumprir prazos e oferecer bons preços. “Temos exemplos de contratos firmados com empresas brasileiras que deram muito certo. Eu acho que essa afirmação, de que o Brasil não tem capacidade, é parcial”, afirmou.

 

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PRESSÃO FAZ GOVERNO ADIAR DECISÃO SOBRE CONTEÚDO LOCAL PARA PRÓXIMA SEMANA

Depois de tantos impactos, o recuo. O governo sentiu a pressão e parece ter ouvido o bom senso e os clamores da indústria nacional de óleo e gás. Mesmo diante dos pedidos da Petrobrás e demais empresas petroleiras – que neste momento adotam um discurso contra a cadeia brasileira de fornecedores – o Planalto decidiu adiar a decisão sobre mudanças na política de conteúdo local. Na reunião marcada para esta quinta-feira (16) para debater o tema, nada foi decidido. Apenas foram discutidos alguns pontos para na próxima semana em um novo encontro, desta vez decisivo, definir as mudanças nas regras de conteúdo nacional. Leia mais

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PRÉ-SAL RESPONDEU POR MAIS DE 57% DA PRODUÇÃO DE PETRÓLEO OPERADA PELA PETROBRÁS NO BRASIL EM JANEIRO

A Petrobrás insiste em lutar contra o conteúdo local em Libra, mas seus dados mostram que a construção de unidades em território nacional não impediu a empresa de conquistar recordes sucessivos em termos de produção, produtividade e agilidade no alcance de marcas importantes no pré-sal. Depois de ultrapassar a barreira de 1 milhão de barris produzidos por dia na área em menos tempo do que se conseguiu em regiões como Golfo do México e Mar do Norte, agora a estatal soma novos recordes relativos ao mês de janeiro, quando a produção operada por ela no pré-sal representou mais de 57,3% da sua produção no País. Leia mais

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FEDERAÇÕES DAS INDÚSTRIAS E ASSOCIAÇÕES EMPRESARIAIS DIVULGAM MANIFESTO EM DEFESA DO CONTEÚDO LOCAL

O debate sobre o conteúdo local ganha mais um capítulo nesta quinta-feira (16), quando está agendada a reunião que definirá os rumos da política, e agora são as federações das indústrias e as associações de empresas que tentam mostrar ao governo a importância de se garantir que as petroleiras não enviem todas as contratações futuras para outros países. Em vista disso, o Movimento Produz Brasil, criado por 14 entidades da indústria brasileira, como Firjan, Fiesp, Fiemg, Abemi e Abimaq, divulgou uma carta em defesa da política de conteúdo local, que o Petronotícias reproduz na íntegra abaixo: Leia mais

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FIM DO CONTEÚDO LOCAL PODE REDUZIR EM MAIS DE 90% O IMPACTO DO SETOR DE EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO NO PIB E NA GERAÇÃO DE EMPREGOS NO BRASIL

A indústria de óleo e gás está com todos os olhos voltados para o que vai sair da reunião marcada para esta quinta-feira (16), o dia D que vai definir o futuro do conteúdo local no Brasil, mas um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) traz novas informações importantes para serem levadas em conta no encontro coordenado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (foto), com outros representantes do comitê nacional que revisa a política. Os dados levantados pela federação mostram que se as regras forem descartadas o impacto será gigantesco no Brasil, podendo representar uma queda de 92,2% na contribuição do setor de exploração e produção para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional e de 90,6% na geração de empregos no País. Leia mais